Um ano passado sobre a apresentação pelo Governo da estratégia Água Que Une, a CAP promoveu ontem um colóquio para avaliar aquilo já foi realizado e quais os próximos passos.
A Confederação recebeu no seu auditório, os ministros Maria da Graça Carvalho e José Manuel Fernandes, responsáveis pelas pastas do Ambiente e Energia, e da Agricultura, a que se juntaram António Carmona Rodrigues, presidente da Águas de Portugal e José Pedro Salema, presidente da EDIA.
Uma mesa redonda, moderada pelo presidente da FENAREG, José Núncio, abordou “O futuro da gestão dos recursos hídricos em Portugal” com a participação de António Gonçalves Henriques, consultor de hidráulica e recursos hídricos, de José Macário Correia, presidente da Associação de Regantes do Sotavento do Algarve, e de Eduardo Oliveira e Sousa, presidente da Companhia das Lezírias.
No discurso de abertura, o presidente Álvaro Mendonça e Moura sublinhou o quanto a CAP considera da maior relevância para o país a concretização Água Que Une, cujo desenvolvimento e execução vai acompanhar com “intransigente exigência”.
O líder da Confederação lembrou que, há um ano, “a estratégia Água que Une foi aplaudida pela CAP, sem hesitação, nem ambiguidades. Não esperámos para aplaudir, nem para dar o nosso contributo na consulta pública”, afirmou. Portanto, a estratégia tem de sair do papel e traduzir-se em resultados concretos, sublinhando que um terço das suas medidas beneficia o setor agrícola. “Não se pode esgotar na sua publicação”, sublinhou.
Mendonça e Moura repetiu, uma vez mais, que Portugal não tem falta de água “mas graves falhas na sua gestão”, e lamentou que o Conselho Nacional do Regadio se tenha reunido uma única vez desde a sua formação, notando que, na prática, este nunca funcionou, “quando devia ser o órgão de excelência do Ministério da Agricultura” para a discussão de matérias fundamentais.
Por fim, recomendou ao Governo que não tenha medo da sociedade civil, mostrando-se a CAP disponível para servir de ponte entre os agricultores e o Executivo.
“Se esta estratégia for executada com determinação, teremos um país mais coeso, onde o interior conta e os recursos são aproveitados. É esse o futuro que esperamos ajudar a construir”, concluiu.
Fonte: CAP

