A CAP entregou ontem ao ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, uma proposta para implementação de um Plano de Biossegurança para as Explorações Pecuárias. O Plano foi elaborado no contexto de agravamento do risco de introdução em território nacional de doenças emergentes e reemergentes na Europa, com potenciais impactos significativos na produção pecuária, na segurança alimentar, na estabilidade dos mercados e na saúde pública, nomeadamente a Dermatose Nodular Contagiosa e a Peste Suína Africana, entre outras ameaças sanitária.
Com o objetivo de reforçar a resiliência sanitária das explorações pecuárias nacionais, o documento propõe a implementação imediata de um conjunto de medidas simples de biossegurança, de rápida execução e com elevado impacto preventivo, adaptado às diferentes espécies pecuárias, (suínos, aves, bovinos, ovinos e caprinos), considerando também as especificidades das explorações intensivas e extensivas.
Entre as principais medidas propostas, estão:
- Reforço da desinfeção de veículos, pessoas e equipamentos;
- Controlo de acessos às explorações;
- Vedação sanitária, especialmente em sistemas extensivos;
- Controlo de insetos vetores;
- Proteção de pontos de água e alimentação;
- Vacinação preventiva, sempre que aplicável.
O Plano sublinha igualmente a importância da articulação com zonas de caça e de gestão da fauna silvestre, considerando, por exemplo, o impacto de doenças como a Peste Suína Africana na população de javalis.
Considerando os custos associados à implementação destas intervenções, a CAP propõe a definição de valores de referência para cada medida, com o objetivo de apoiar os produtores na implementação destas ações e facilitar a criação de um eventual programa nacional de apoio à biossegurança.
Com o Plano de Biossegurança, a CAP insiste na prevenção e protecção da pecuária nacional, da sustentabilidade das explorações e da competitividade do setor agropecuário.
Fonte: CAP

