A Associação de Produtores do Mundo Rural da Região de Montemor-o-Novo (APORMOR) expressou a sua preocupação com as doenças emergentes na pecuária, pedindo esclarecimento para a ausência de obrigatoriedade da identificação electrónica em bovinos, a exemplo do que acontece com os ovinos.
Em comunicado, a Direção da APORMOR lembra que a chegada da primavera e o aumento da temperatura vão acelerar a actividade dos vectores transmissores de doenças, pelo que “não podemos ficar passivos esperando que nada de grave aconteça”.
A Associação está particularmente atenta à DNC – Dermatose Nodular Contagiosa, “doença com a qual ainda não tivemos qualquer contacto, e que está catalogada no nível A pela União Europeia, o que quer dizer que o seu aparecimento numa exploração obriga ao abate total de todo o efetivo, o que nos parece uma medida completamente desproporcionada, mas é o que está em vigor” refere o comunicado.
Apesar de reconhecer a existência de estudos para implementar medidas de biossegurança nas explorações, a APORMOR duvida que “a obrigatoriedade da identificação eletrónica, por bolo reticular, nos bovinos vá ser contemplada”, uma medida relevante do ponto de vista sanitário, mas também como desincentivo a “roubos, cada vez mais frequentes, evitando trocas de identificação”.
A APORMOR recusa a ideia de suspensão de feiras e leilões porque, para além de representar “um retrocesso de 30 anos, tanto a nível sanitário como comercial”, é nas entradas desses eventos que o controlo pode ser realizado com eficácia.
Neste sentido, “perante as ameaças a que estamos sujeitos e que não queremos menosprezar”, a APORMOR está a avaliar um conjunto de medidas a por em prática até que as autoridades competentes definam ações oficiais.
Assim, propõe:
1 – Estimular a identificação eletrónica, por bolo reticular, aos bovinos dos nossos associados, com um apoio financeiro superior ao acréscimo de custo inerente;
2 – Para não sócios, os animais assim identificados que serão presentes nos nossos leilões também terão um prémio superior ao custo acrescido na identificação;
3 – Na entrada no nosso parque, todos os animais serão alvo de desinsetização por pulverização.
Todas estas medidas podem ser reforçadas, ou anuladas, logo que se justifique.
Recorde-se que a APORMOR é o maior polo de comercialização de gado vivo em Portugal, através dos Leilões de Bovinos (semanais) e dos Leilões de Ovinos (mensais). Em 2025, foram transacionados 40.000 animais nos Leilões de Bovinos e perto de 20.000 animais nos Leilões de Ovinos.
Saiba mais em: www.apormor.pt
Fonte: APORMOR


