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CAP assinala um ano de gestão sustentável dos territórios comunitários

June 15, 2026

Montalegre recebe hoje, 15 de junho, a Conferência “Gestão e Produtividade nas Áreas Comunitárias”, a iniciativa que assinala o primeiro ano de constituição e dinamização dos Agrupamentos de Baldios promovidos pela CAP, um projeto que se tem afirmado como modelo inovador de organização, valorização e gestão sustentável dos territórios comunitários.

A Conferência terá lugar no Auditório Multiusos de Montalegre e vai reunir representantes do Governo, autarquias, comunidades locais, organizações de produtores florestais, academia e especialistas do setor, para um debate sobre os resultados alcançados e os desafios futuros da valorização e gestão sustentável dos baldios em Portugal.

O ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, estará presente na sessão de abertura, na qual participarão igualmente responsáveis da Confederação dos Agricultores de Portugal, dirigentes das organizações dinamizadoras dos Agrupamentos de Baldios CoopBarroso, Aflodounorte e Valminho Florestal, representantes das comunidades locais e especialistas da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Durante a manhã estará em debate o impacto da dinamização dos Agrupamentos de Baldios na gestão e organização dos territórios comunitários, os modelos de governança e articulação entre o Estado, a CAP e as comunidades locais, bem como os desafios e perspetivas para a evolução das políticas públicas neste âmbito.

A partir das 15h00, os participantes terão oportunidade de visitar o Baldio de Montalegre, onde poderão conhecer no terreno algumas das iniciativas desenvolvidas e os resultados alcançados no âmbito deste modelo de gestão.

Ao longo deste primeiro ano, a parceria da CAP com as associadas Valminho Florestal, Aflodounorte e CoopBarroso resultou na dinamização de oito Agrupamentos de Baldios, dos quais cinco se constituíram em 2025. No seu conjunto abrangem 28 mil hectares e envolvem cerca de 80 comunidades dos concelhos de Valença (Minho), e Alijó, Mirandela, Montalegre, Murça e Sabrosa (Trás-os-Montes). O trabalho tem permitido reforçar a capacidade de gestão dos territórios comunitários, promovendo uma maior coordenação das intervenções florestais, a prevenção estrutural dos incêndios rurais, a valorização económica dos recursos endógenos e o fortalecimento da governança participativa das comunidades locais de baldios.

Para o segundo ano de execução do projeto está prevista dinamização dos processos de cadastro e de inventário florestal nas unidades de baldio dos novos Agrupamentos e a elaboração de planos de negócios e a avaliação das áreas com potencial para integrar o mercado voluntário de carbono nos Agrupamentos de continuidade.

A dinamização dos Agrupamentos de Baldios constitui uma das apostas da CAP para a promoção de territórios comunitários mais organizados, produtivos e resilientes, para um melhor ordenamento do território, valorização e reforço das comunidades locais na gestão e prevenção dos seus territórios. Esta iniciativa é desenvolvida ao abrigo de um contrato-programa celebrado com o ICNF e o Fundo Ambiental.

 

Fonte: Comunicado da CAP

 

 

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