Na madrugada de 30 de julho um movimento de cerca de 60 mil pessoas começou a cruzar, por mar e terra, a fronteira entre Marrocos e o enclave espanhol de Ceuta, território espanhol localizado no norte de África e única fronteira terrestre entre a União Europeia e aquele continente.
O elevado número de migrantes ilegais e a rapidez com que invadiram Ceuta apanhou de surpresa as autoridades espanholas e gerou forte apreensão nos países da União Europeia.
A entrada de quase 60 mil pessoas numa cidade com 84 mil habitantes teve um enorme impacto social, e terá seguramente consequências políticas para o Governo de Pedro Sanchez, muito criticado pelos partidos da oposição.
O presidente do Governo espanhol esteve no terreno, o exército foi mobilizado para restabelecer a ordem e cerca de 48 mil pessoas já regressaram a Marrocos que, através da sua embaixada em Madrid acusou redes e organizações criminosas de orquestrarem estas invasões massivas em Ceuta.
Em Portugal, o Governo reagiu sem alarmismos, sublinhando o contacto direto com o Governo espanhol, o qual deu garantias de que, em estreita coordenação e cooperação com as autoridades marroquinas, fará reverter o fluxo de milhares de pessoas nestas semanas e, em especial, nos últimos dois dias.
Enquanto Itália decidiu suspender temporariamente o espaço Schengen com Espanha, o Governo português reafirma que a integridade do sistema Schengen depende de um rigoroso controlo de fronteiras e do combate determinado a todas as formas de imigração ilegal.
Fonte: portugal.gov.pt

