Classificado como Monumento Nacional, a Mata Nacional do Bussaco ocupa 105 hectares e possui uma das melhores coleções dendrológicas da Europa, com cerca de 250 espécies de árvores e arbustos com exemplares notáveis.
É uma das matas nacionais mais ricas em património natural, arquitetónico e cultural, podendo ser dividida em três unidades de paisagem: Arboreto, Jardins e Vale dos Fetos e Floresta Relíquia e providencia alimento, abrigo e refúgio para mais de centena e meia de espécies de vertebrados, algumas de grande valor conservacionista, como endemismos ibéricos ou espécies protegidas, como chapins-azuis, pica-paus, aves de rapina, raposas, salamandras e tritões.
Estas propriedades tão especiais, associadas à rica biodiversidade, cursos de água e boa qualidade do ar levou ao seu reconhecimento como primeira ‘floresta terapêutica’ da península ibérica, de acordo com a Sociedade Internacional de Terapia Florestal (ISFT, na sigla original), que se dedica a destacar os benefícios que as florestas oferecem para o bem-estar e a saúde. Segundo Gonçalo Breda Marques, presidente da Fundação Mata do Bussaco, a certificação foi obtida após “uma rigorosa auditoria” do Conselho de Florestas Terapêuticas “na qual foram validadas as qualidades do ar, a densidade vegetal, a acústica e a existência de infraestruturas adequadas e de acessibilidade para as práticas de saúde”.
Breda Marques explicou o orgulho da única nomeação do lado mais ocidental da Europa (existem 4 na Alemanha e 1 na Áustria), mas reconhece a grande responsabilidade “que teremos de ter com a floresta para manter o seu carácter intocado e evitar a sobrelotação”. Este ano, a Mata do Bussaco já recebeu um número maior de visitantes por comparação com meses de agosto anteriores.
Fonte: Fundação Mata do Bussaco

