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Protocolo Internacional visa cooperação entre criadores europeus de Merino Precoce

September 4, 2026

A Feira da Luz em Montemor-o-Novo foi palco para a assinatura de um protocolo de cooperação em defesa da raça Merino Precoce, subscrito pela Associação Portuguesa de Criadores de Ovinos da Raça Merino (APCORMP) e as suas congéneres espanholas e francesas. Na mente de todos os parceiros reside uma representação europeia da Raça Merino Precoce devolvendo-lhe a importância histórica e genética que esta sempre representou.

Mário Mendes, presidente da APCORMP, considera este ato essencial para levar até às instituições europeias as necessidades e preocupações dos criadores. “Esta cooperação permitirá trabalhar em várias áreas, nomeadamente na conservação e seleção genética, na troca de conhecimentos e experiências entre criadores, na valorização da raça e na procura de mecanismos de apoio que contribuam para a sua continuidade.”

A raça, considerada não autóctone, e por isso não beneficiando do enquadramento de apoio à conservação atribuído às raças autóctones, tem visto o seu efetivo diminuir e esta questão tem preocupado seriamente os criadores que consideram o enquadramento inadequado.

O Merino surgiu na Península Ibérica e o Merino Precoce é o resultado de um processo de seleção e melhoramento da raça, desenvolvido em França, a partir animais de origem espanhola, e que posteriormente contribuiu para o apuramento genético dos efetivos existentes em Portugal e Espanha. “Por isso, consideramos fundamental uma aproximação aos criadores espanhóis, portugueses e franceses, reforçando a cooperação entre os três países que estão diretamente ligados à história e evolução desta raça”, afirma o secretário técnico da raça, Francisco Santa-Bárbara, sublinhando a importância deste património genético europeu, cuja preservação deve ser encarada numa lógica de cooperação europeia.

Mantendo as características valiosas para os sistemas de produção, como a rusticidade e a capacidade de adaptação às condições do território e aos recursos alimentares disponíveis, a raça diferencia-se por ter uma maior flexibilidade na programação da reprodução em relação a outras raças e uma dupla aptidão produtiva relevante de carne e lã. “Precisamos, por isso, de novos criadores e, sobretudo, de pessoas que vejam no Merino Precoce, não apenas, uma raça histórica que importa preservar, mas uma raça com valor produtivo e com futuro”, acrescenta o secretário técnico da raça.

O presidente Mário Mendes entende que este protocolo irá contribuir para mostrar as vantagens em ser associado dado que isso significa integrar uma estrutura que trabalha na seleção e valorização da raça, no funcionamento do Livro Genealógico e, a partir de agora, na cooperação entre criadores espanhóis, portugueses e franceses permitindo criar condições para que este património genético continue a existir e a prosperar.

 

 

Fonte: Associação Portuguesa de Criadores de Ovinos da Raça Merino

 

 

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