Em nota divulgada à comunicação social, o Grupo Parlamentar do Partido Socialista requereu a realização de audições urgentes ao ministro da Agricultura e Mar e às três principais Confederações Agrícolas – Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal (CONFAGRI) e Confederação Nacional da Agricultura (CNA) – perante a gravidade da situação do setor agroalimentar e a ausência de respostas do Governo às preocupações dos agricultores.
“Estando em causa um período particularmente difícil, marcado por atrasos no pagamento de apoios, perda de competitividade face aos parceiros europeus e falta de diálogo entre a tutela e as organizações representativas da produção, o PS considera urgente obter esclarecimentos através destas audições na Comissão de Agricultura e Pescas”, escreve o comunicado.
O Partido Socialista recorda o aumento de tensão com a tutela, e as críticas públicas da CAP, CONFAGRI e CNA à atuação do Governo, apontando a falta de concertação e de respostas concretas. A situação levou as estruturas representativas do setor a solicitar audiências urgentes ao Presidente da República e ao Primeiro-Ministro.
“Este afastamento entre o Governo e as organizações agrícolas é especialmente preocupante num momento em que estão em discussão, a nível europeu, decisões determinantes para o futuro dos fundos agrícolas e da Política Agrícola Comum.”
Pedro do Carmo, coordenador do Grupo Parlamentar do PS na Comissão de Agricultura e Pescas, tem alertado para o risco que a falta de articulação com as confederações representa na capacidade negocial de Portugal e como isso compromete a defesa das verbas e dos recursos necessários à agricultura nacional.
“Quando as organizações representativas dos agricultores se veem obrigadas a procurar a intervenção dos mais altos órgãos de soberania, é evidente que os canais de diálogo com a tutela não estão a funcionar. O Governo não pode continuar a ignorar os problemas de quem produz”, defende Pedro do Carmo, lamentando que, “em vez de promover o diálogo institucional, o Governo esteja a optar por uma atitude de autossuficiência e autismo político, recusando escutar os pedidos urgentes das estruturas representativas do setor”, sublinha o deputado. As audições requeridas pelo PS têm como objetivo conhecer a dimensão dos problemas, perceber as razões para a ausência de concertação e exigir respostas sobre os apoios em atraso, a competitividade da produção nacional e a posição de Portugal nas negociações europeias.
Fonte: Gabinete de Imprensa do GPPS, 01/10/2026

