A Confederação dos Agricultores de Portugal informa que a greve geral convocada para hoje [3 de junho] tem tido um impacto praticamente nulo nos setores agrícola e florestal, de acordo com os dados recolhidos junto das organizações associadas e empresas agrícolas de diferentes regiões do país.
Relatos recebidos pela CAP indicam que a atividade está a decorrer com normalidade na maioria das explorações agrícolas e agroindustriais, de Norte a Sul, não existindo registo de perturbações no funcionamento das empresas, nem de adesão significativa à paralisação.
Nas principais zonas de produção agrícola do Alentejo, as empresas reportam níveis de assiduidade próximos dos 100%, com os trabalhos a decorrer sem quaisquer constrangimentos.
Situação idêntica verifica-se na região do Mondego, bem como em várias zonas do Centro do país e do Oeste, onde não foram registadas paralisações no setor agropecuário e florestal.
No Douro, a adesão à greve é igualmente residual nas principais empresas agrícolas. Apenas algumas unidades de transformação a Norte, na zona de Gaia, reportam faltas pontuais, maioritariamente associadas aos constrangimentos provocados pelo encerramento de escolas e a dificuldades de transporte, e não à adesão à greve.
No setor vitivinícola, de forma geral, também não existe qualquer reporte de impacto relevante a nível nacional. O mesmo se passa no setor avícola, incluindo os serviços de inspeção sanitária, onde não são conhecidos casos de adesão.
A informação recolhida pela CAP [até às 12 horas] confirma que a Agricultura Portuguesa não pára e mantém, como sempre, a sua atividade regular, assegurando o abastecimento alimentar e o normal funcionamento das cadeias de produção agroalimentar.
Fonte: Comunicado da CAP

