Perante o agravamento da situação epidemiológica da doença de Newcastle em Espanha onde até 10 de agosto surgiram 38 focos de infeção: um em Castela e Leão e outro na Comunidade Valenciana (13 deles em explorações com aves vacinadas), a Direção Geral de Alimentação e Veterinária volta a alertar para o reforço das medidas de prevenção em território nacional.
A transmissão da doença de Newcastle pode ocorrer por diversas vias, nomeadamente:
– Através de secreções e excreções de aves infetadas; principalmente através de ingestão (via fecal/oral) e inalação;
– Fomites: alimentação, água, equipamentos, vestuário humano, botas, sacos, tabuleiros/caixotes de ovos, etc., contaminados com secreções e excreções de aves infetadas;
– Algumas estirpes podem apresentar transmissão vertical, isto é, de mãe para a descendência, através do ovo.
As categorias produtivas mais atingidas são frangos e galinhas poedeiras, mas a existência de múltiplos focos secundários, em vários estabelecimentos avícolas pertencentes ao mesmo proprietário ou à mesma integração, sugere a ocorrência de transmissão através da movimentação de pessoas e veículos.
O vírus circula amplamente nas populações de pombos e rolas selvagens e sinantrópicas (vivem perto dos humanos e se aproveitam dos ambientes criados por eles) da Europa, e também em Portugal, pelo que o cumprimento rigoroso das medidas preventivas, nomeadamente a vacinação obrigatória para galináceos, perus e pombos contra a doença de Newcastle, e as boas práticas de biossegurança, é fundamental para a salvaguarda da saúde e bem-estar do efetivo avícola nacional e dos bandos de pombos-correio.
A DGAV permanece atenta à evolução epidemiológica da doença de Newcastle na Europa e alerta os produtores, detentores de capoeiras domésticas e de aves em cativeiro para a necessidade do cumprimento das medidas seguintes:
– Vacinar os bandos, tal como determinado pelo Edital n.º 3 da doença de Newcastle;
- – Aplicar as medidas de biossegurança nas explorações e em outros locais onde são mantidas aves de capoeira ou aves em cativeiro: evitar contactos entre aves domésticas e aves selvagens; controlar as entradas e saídas de aves, pessoas e veículos, e efetuar registos de visitas às explorações; e reforçar os procedimentos de higiene e desinfeção.
– Observar atentamente os bandos e notificar imediatamente qualquer suspeita de doença, através da plataforma SPC ou através de comunicação aos serviços locais/regionais da DGAV.
Fonte: DGAV

