A Associação Nacional de Produtores de Pera Rocha estima que produção de pera rocha do Oeste deva atingir 131 mil toneladas este ano, mais 13% do que na campanha anterior.
“Apontamos para um aumento de 13%, mas é uma expectativa que vamos ver se se confirma porque há muita heterogeneidade”, afirmou Filipe Ribeiro, da ANP à agência Lusa.
As temperaturas elevadas das últimas semanas aceleraram a maturação da fruta, contribuíram para o aumento do calibre e para níveis de açúcar considerados favoráveis à comercialização, tendo a colheita começado antes de 15 de agosto. Os produtores continuam a debater-se com doenças como o fogo bacteriano e a estenfiliose, que têm contribuído para a redução da produção, e que deixaram de poder ser combatidas com produtos fitofarmacêuticos, retirados pela União Europeia.
Também a falta de mão-de-obra representa outro fator de pressão. Filipe Ribeiro refere que, nesta campanha, a angariação de trabalhadores se tornou “mais difícil”, devido à saída de população migrante para outros países e às dificuldades nos processos de entrada de migrantes para a atividade agrícola. A área de cultivo de pera Rocha tem vindo a diminuir. Em 2020 ocupava 11.325 hectares e, atualmente, a área situa-se em cerca de 10 mil hectares, concentrados nos concelhos produtores de Bombarral, Cadaval, Óbidos, Caldas da Rainha, Alcobaça, Lourinhã, Mafra e Torres Vedras.
Apesar destes números, as exportações continuam a representar 58% da produção, destinada a mercados como Brasil, Alemanha, Reino Unido, Marrocos e França. Nos últimos dois anos, a faturação do setor representa cerca de 150 milhões de euros.
Fonte: ANP

